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5 marcas de chocolate que são feitos de forma ética

julho 25, 2017
O cacau, assim como a indústria têxtil, é uma das maiores indústrias envolvidas com trabalho escravo! Empresas multinacionais de grande porte compram matéria-prima de lugares (a maioria na região da África) aonde não há nenhuma fiscalização para esses trabalhadores.



Apesar de não ter muita informação sobre esse assunto, esse documentário me ajudou a entender mais sobre como funciona a exploração, e o que é mais chocante é ver nos dias atuais trabalho escravo e infantil acontecendo. Crianças de 12 a 15 anos são convencidas pelos traficantes que elas irão ter oportunidade de trabalho, de ganhar dinheiro e assim ajudar seus pais... Uma realidade muito triste que pensamos ter acabado mas ainda continua às escondidas. 

Então temos que ficar sem comer chocolate? Não! Existem marcas engajadas que estão produzindo de forma transparente. Assim como na moda, precisamos nos informar, questionar e pressionar as empresas para saber a origem daquele produto.

Abaixo tem uma lista de 5 marcas que produzem chocolate de maneira ética, todas encontradas a venda aqui no Brasil. Com exceção da Zotter, que é uma marca internacional, todas outras trabalham com cacau brasileiro e fazem o processo aqui mesmo, em nosso país. Sem falar que essas marcas produzem chocolate de verdade, não aquela mistureba cheia de gordura que vemos por aí, viu? Além disso, todas possuem opções veganas (sem leite). 


1 - Zotter Chocolates

A marca Zotter mostra muita transparência em seu produto, principalmente por ser certificada como orgânica e fair trade (comércio justo), isso garante segurança ao consumidor, pois são selos confiáveis. Além disso, de acordo com seu site os chocolates aparentam ter uma ótima composição: "Os chocolates Zotter não tem conservantes, componentes artificiais e outros ingredientes que descaracterizam o chocolate, o que o torna verdadeiramente especial, único e diferenciado".


2 - Java Chocolates

Com várias opções de sabores, a Java também é uma empresa que tem orgulho de ser 100% brasileira. Desde o cacau aonde tudo começa, até a embalagem: "Fazemos nossa parte utilizando embalagens de papel reciclável, criando processos produtivos que economizam água e energia e reduzindo o desperdício de insumos e matéria prima", também trabalham apenas com o necessário para se fazer um bom chocolate, mantendo a lista de ingredientes pequena, como afirmam no site: "Quanto menos ingredientes, melhor".


3 - AMMA Chocolate

A AMMA foi uma das primeiras empresas que pude conhecer nesse setor. Eles mostram muita transparência em todo o processo, detalhando pelo site desde a colheita até o produto chegar nas lojas. Contam com certificação de orgânico, além de terem produtos com no mínimo 60% de cacau e apresentarem uma lista de ingredientes simples com cacau, açúcar e manteiga de cacau, variando apenas a porcentagem de acordo com o produto. 


4 - CHoKolaH

A Chokolah também conta com a certificação de orgânico, além do selo Ecocert. De acordo com o site da empresa: "Fabricamos o nosso próprio chocolate a partir de amêndoas 100% orgânicas, da variedade Híbrido Trinitário, e de uma só procedência: do Brasil." Na fanpage da marca eles se mostram bem transparentes sobre o processo, detalhando as informações com fotos e informações sobre o produto.

Foto: Estadão

5 - RAROS Fazedores de Chocolate

A Raros eu conheci logo no começo da marca, em um dos eventos daqui de São Paulo com pequenos produtores. Com o conceito "From Bean to Bar" (Da amêndoa à barra), a marca explica em seu site o que isso significa: "O conceito de chocolate feito da amêndoa à barra significa realizar, por si próprio, todas as etapas da produção, desde as amêndoas de cacau cruas até a obtenção das deliciosas barras de chocolate." A Raros assim como as outras trabalha com uma lista de ingredientes bem enxuta: "Nós usamos apenas 2 ingredientes para fazer nosso chocolate: cacau e açúcar orgânico!".

E você já experimentou algum desses? Conhece mais alguma marca que deveria estar nessa lista? Comenta com a gente então!

Como surgiu a cultura do consumo e a felicidade através das compras

julho 18, 2017

"Penso, logo existo". 

A frase icônica do filósofo francês René Descartes, certamente se encaixará melhor no nosso modelo de economia atual se modificada para "Consumo, logo existo".

Consumo esse que faz empresas, corporações, economias e até mesmo governos avaliarem o tamanho do valor que temos como consumidores, mas nunca como cidadãos ou seres humanos. É tratado, visto e levado mais a sério quem mais possui e quem mais consome, ou se não consome, criam meios que façam a pessoa acreditar naquilo como parte de sua sobrevivência. 

Afinal, quantas vezes não sentimos pressão para consumir algo devido a sociedade em que estamos inseridos? Se tornou um verdadeiro campeonato, onde quem tem mais, vence. Só que não.

Acredito que muitos dos problemas atuais passam a fazer mais sentido quando descobrimos a sua origem e seus motivos, e com isso em mente, comecei a estudar ainda na faculdade sobre a cultura do consumo. Eu achava que tinha total controle das minhas decisões, mas a verdade não é bem essa, existem razões históricas e sociais que nos levam a ser quem somos hoje e para nos tornamos conscientes sobre esse consumo é muito importante entender da onde vem o consumismo, como ele surgiu e sua relação com as pessoas. 

Tudo indica que a sociedade de consumo como conhecemos deu sua primeira aparição com a Revolução Industrial, mais especificamente durante sua segunda fase. Com a industrialização a todo o vapor e as produções acontecendo de maneira cada vez mais rápida, era também necessário um incentivo para que as pessoas passassem a consumir em maior velocidade. 
Após a segunda guerra mundial, os EUA inicia uma nova fórmula para incentivar a economia (ou melhor, o consumo), fase muito bem sintetizada pelo economista Victor Lebow, conhecido até os dias atuais pela sua passagem em 1955:

"Nossa economia produtiva requer que o consumo se torne nosso modo de vida, a convertermos o ato de comprar e usar bens como rituais, que tenhamos satisfação pessoal e espiritual ao consumirmos. Precisamos consumir, queimar, substituir e descartar em uma velocidade muito rápida."¹ (Leia versão original em inglês)

A partir de então as pessoas começam a serem vistas muito mais como consumidores do que cidadãos e aquele que consome mais, ou "incentiva" a economia, são visto com melhores olhos em sociedade. Com isso, a publicidade e o marketing passa a vender não só o item de necessidade, mas também o item para consumo de felicidade. 

Afinal, quantas vezes já compramos algo não por pura necessidade, mas também como merecimento próprio? junção do objeto com uma fantasia particular do consumidor, leva até hoje, a comprar por essa ideia de felicidade ou de satisfação com o ato. 

É muito importante descontruirmos esses valores e entender a origem do consumo, não só para a saúde mental mas também para ver nossa real importância em sociedade. Não somos apenas consumidores, somos acima de tudo, cidadãos. 

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Estilo e tendência andam juntos?

julho 11, 2017


Antes de aderir a um estilo de vida mais consciente e slow, eu tinha muita dificuldade com o meu estilo e com as roupas que comprava e vestia. Assim como a maioria das mulheres, fui bombardeada desde pequena com muitas propagandas e uma publicidade que faz questão de não nos reconhecer como somos: Oferecendo mudanças em diversos setores, alterando nossos dentes, unhas, cabelo e o corpo de diversas formas. 
Com o que vestimos também não é diferente. Se antes existiam 4 estações e com elas, suas  respectivas tendências, com a velocidade da informação atual e a facilidade da internet, todos os dias recebemos publicidade com tudo que há de mais novo.

As tendências, apesar de serem um reflexo do comportamento em sociedade, passaram a ser absorvidas e consumidas pelas pessoas de forma cada vez mais rápida. As lojas de fast-fashion por exemplo, repõem e mudam suas vitrines a cada semana, algumas inclusive renovam todos os dias. Será que consumir nessa velocidade é coerente com o cenário econômico, social e ambiental que estamos vivendo hoje em dia? Ou seria isso consequência de um comportamento egoísta?

Lembro que quando me inseri no universo da moda, era extremamente preocupada com o que vestia e a aparência que iria transmitir às outras pessoas. Pensava comigo mesma: "Se quero trabalhar com isso, preciso estar bem vestida". Porém, do mesmo jeito que muitos estilistas vestem sempre as mesmas roupas básicas pretas (já notou isso?), ter estilo não é sinônimo de seguir tendências ou vice-versa.

Na verdade vejo que quanto menos estilo se tem, mais se seguem os outros. Se olharmos para dentro ao invés do mundo ao redor, saberemos exatamente o que vestir. Estilo é consequência de uma auto-estima bem trabalhada, de se conhecer e saber que não é necessário agradar ninguém além de nós mesmos na hora de se vestir. É não seguir referências externas e que são ditadas diariamente pelas revistas, blogs, youtubers e lojas de fast-fashion.

Antes eu tinha mais de 100 peças de roupa e era sempre muito difícil decidir o que iria vestir. Era sempre aquele conhecido discurso: "Não tenho nada para vestir!" com o guarda-roupas abarrotado.  Esse cenário é apenas um exemplo de como possuir uma infinidade de roupas, não te traz versatilidade alguma. Ter poucas e boas peças, que além de serem confortáveis, também estejam de acordo com o que você acredita ser seu estilo, certamente trarão mais liberdade e facilidade na hora de se vestir.

Obviamente nosso estilo muda com o tempo e isso nos acompanha através das peças que escolhemos, e com certeza essa mudança deve acontecer de uma forma bem diferente da qual as ditas tendências vem e vão. Sem falar nas escolhas de modificar, adaptar, tingir, cortar, transformando em infinitas possibilidades uma única peça.

Não é a toa que muitas mulheres parisienses possuem 20 peças em seu guarda-roupa e são vistas como altamente estilosas. Estilo não é sobre quantidade e rapidez e está muito mais relacionado ao seu auto conhecimento e personalidade!

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Porquê desliguei as notificações no celular

julho 04, 2017

Ainda na trajetória para uma vida mais slow, uma das atividades que parece mais difícil de achar um equilíbrio é quanto ao uso de tecnologia, principalmente das redes sociais. A cada dia surge uma novidade e a sensação de estarmos ficando para trás está sempre presente. Mas será mesmo que ser tão atualizado nos trás reais benefícios?
Instagram, Facebook, Twitter, Pinterest e tantas outras que nem eu mesma devo conhecer... Quantas delas você utiliza diariamente? E quantas vezes já aconteceu de estar conversando com alguém ou fazendo outra atividade mais importante e a notificação no celular te fez parar o que estava fazendo?

Numa pesquisa recente, descobriram que em média, as pessoas pegam no celular 2.617 vezes ao dia! Como podemos focar no presente se estamos tão direcionados a isso? Depois de refletir sobre meu uso do celular e principalmente das redes sociais, decidi desligar as notificações do meu aparelho, simples assim. Não há nada de urgente nos aplicativos que não possa esperar por um momento onde eu realmente farei aquilo com calma e atenção. 
Recebemos muitas propagandas, mensagens, informações que na verdade não são necessárias e ter uma vida mais slow, assim como adotar uma abordagem mais minimalista está ligado também a maneira que nos comportamos com esse universo virtual.

O cérebro tem dificuldade para filtrar as informações que realmente são necessárias, mas porque isso acontece? Talvez o uso constante do celular tenha alguma relação. Carregamos conosco uma tela retangular e toda vez que ela brilha, vibra ou toca, lembramos da sua existência assim como do seu universo paralelo, digamos assim. Sentimos tanta dificuldade de nos concentrar em uma tarefa por vez. Será que essa dificuldade de minimizar as atividades assim como a necessidade de nos tornarmos pessoas multitarefas não está de alguma forma relacionada a esse uso constante do aparelho? E se esse tempo todo que gastamos conferindo as notificações fosse gasto para realmente se dedicar a concluir atividades principais de seu dia? 

Desde que decidi desligar as notificações no meu celular, sinto que consigo me focar mais no que estou fazendo. Ao digitar esse texto por exemplo, consegui me focar apenas na escrita e nenhuma outra tarefa. Era costume olhar rapidamente para o celular diversas vezes, me desconcentrando do que havia começando a fazer. Ao invés de deixar nossa rotina ser ditada pelos nossos smartphones, nós é que devemos decidir quando olhar e não ao contrário.

Por isso proponho o desafio: Desligue as notificações dos dispositivos pelo período mínimo de uma semana. Depois me conta como foi a experiência? 

Slow Living: Como viver devagar em uma sociedade rápida

junho 27, 2017

Viver em um lugar que não está de acordo com seus valores individuais pode ser frustrante. Um dos meus valors principais, como todos vocês já sabem, é poder viver uma vida mais devagar. E é aí que entra o grande desafio: Como viver devagar em uma cidade grande?

Atualmente moro em São Paulo. Apesar da facilidade de encontrar marcas éticas, produtos orgânicos e eventos gratuitos, ainda assim, pode ser um pouco cansativo viver dessa maneira, que muitos não entendem ou nem mesmo conhecem.

Crescemos aprendendo a viver para obter "sucesso" (sem ao menos saber o que isso significa) e a fazer escolhas de acordo com aquilo que nos é ensinado. Será mesmo que o tempo chega igual a todos? E enquanto estamos tão focado em nossas metas profissionais, a vida continua acontecendo lá fora. Será mesmo que a felicidade vem junto num pacote quando começamos a ganhar 10 mil por mês ou ela pode acontecer hoje mesmo? 

Apesar de ouvirmos que a vida é feita de escolhas, a sensação que tenho é que poucos realmente realizam elas por vontade própria. Afinal, qual foi a última vez que você fez algo que realmente queria fazer? Viver em uma cidade rápida e procurando o slow living, pode te trazer a sensação que estamos parados comparado às outras pessoas e até corremos o risco de sermos vistos como pessoas que não tem metas, apenas por pensar diferente e não almejar o que todos querem.


Existem pequenas atitudes que podemos fazer para trazer o slow living a novas vidas, segue embaixo algumas sugestões:

Faça as atividades com calma


A vida parece corrida, tantas coisas para se fazer, mas as pessoas continuam gastando horas com redes sociais e encontros com pessoas que não adicionam nenhum valor. Temos tempo o suficiente, apenas precisamos reorganizar nossas prioridades. O que vale a pena gastar seu tempo? O que você pode eliminar de sua vida para que as atividades mais importantes possam ser realizadas bem e com mais calma?

Ao invés de ir em cinco shows, dez eventos e encontrar dez amigos, porque não escolher melhor aquele show, aquele evento e aquela pessoa que tanto te adiciona valor? O bom, é inimigo do melhor. Por isso, valorize o que é melhor para você, e dedique menos tempo ao que é apenas bom.

Apreciar uma refeição, o céu ou talvez os animais ao redor, isso tudo trás calma ao nosso dia a dia e torna a rotina mais fácil de ser levada. Identifique quais são essas atividades que te trazem calma e dedique seu tempo à elas sempre que possível.

Durma bem


Dizem que 8h de sono é o certo, mas a verdade é que cada corpo reage de uma maneira e muitas vezes precisamos de menos ou mais tempo que isso. De qualquer forma, dormir bem é extremamente importante não só para o funcionamento do seu organismo mas também para o seu humor no dia seguinte. Tente criar uma rotina noturna, sair de aparelhos eletrônicos algum tempo antes de ir dormir, talvez tomar um chá ou ler um livro ajude seu corpo a se acalmar e o sono ocorrer de forma mais natural.

Dê preferência para andar a pé


Atividades físicas ajudam e são recomendadas para combater a ansiedade que muito ocorre em cidades grandes. Separar um tempo para caminhar, além de ser uma prática saudável, ajuda a diminuir níveis de estresse e se conectar melhor com o momento atual. Ajuda a colocar os pensamentos no lugar, conhecer melhor aonde se vive, apenas benefícios nessa prática. Se puder caminhar com um companheiro, melhor ainda!

Tente focar no presente


Com tantas metas, objetivos e novidades aparecendo, focar no presente se tornou uma tarefa muito mais difícil do que era antigamente. Focar no presente, agradecer pelo que se tem agora em vez de pensar no que será futuramente ajuda a mente a se acalmar e consequentemente trás paz e felicidade para aquele que procura essa prática. A meditação é a principal atividade quando se quer melhorar o foco e atenção, além de possuir alguns outros benefícios.

Tenha plantas e cuide delas


Ter uma horta ou até mesmo uma ou duas plantinhas ajuda muito a se desconectar dessa correria e entender como a natureza funciona. A planta, assim como nós, tem um tempo próprio que precisa ser respeitado e cuidar de um serzinho desse ajuda a entendermos e respeitarmos melhor esse relógio próprio.

Priorize suas atividades


Como você realiza as tarefas do dia? Há uma programação ou é feito de maneira apressada, quando se é lembrada do que deveria estar sendo feito? Aprender a priorizar as atividades e focar no que é mais importante naquele momento, além de ter uma agenda para poder ir acompanhando as datas e prazos ajuda no funcionamento do seu dia. Além disso, procure dedicar sua atenção total a apenas uma atividade por vez e evite ficar mudando de abas ou alternando entre tarefas.


Espero que tenha te ajudado.

Slow Living? Minimalismo? Zero Waste? Entenda o que significa esses termos

junho 20, 2017
Já notaram como cada vez mais ouvimos falar sobre diversos movimentos? Zero Waste, Minimalismo, Slow Living... Sei que pode ser confuso saber exatamente do que cada um se trata e a ligação entre eles, então resolvi fazer um post falando sobre cada movimento para te ajudar a entender e ver com qual deles você mais se identifica. Espero que goste!

O que é:

Foto: Paris To Go
Foto: Paris To Go

  • Zero Waste

O movimento zero waste (sem desperdício) surge como uma solução para diminuir e se tornar mais consciente em relação à quantidade de lixo que produzimos. Estima-se que metade do lixo produzido no Brasil é destinado aos aterros sanitários. Com o brasileiro tendo maior acesso a compras e a "facilidade" dos descartáveis, infelizmente a tendência desse número é sempre aumentar, mesmo com o incentivo à reciclagem. 

Apesar da reciclagem ser uma iniciativa necessária e muito positiva, a maioria das pessoas ainda possui um conhecimento muito superficial desse processo. Um ótimo exemplo disso e que muitos nem ao mesmo sabem, é que em casos onde uma embalagem plástica ou de papel tiverem a mistura de dois tipos de substâncias coladas ou estiverem suja com gordura, elas deixam de ser aptas ao processo. O copo do Starbucks de papel por exemplo, é praticamente impossível de ser reciclado,  e isso acontece pois nele há uma fina película plástica para isolar a bebida.

Talheres descartáveis, guardanapos e canudos, são alguns outros exemplos de itens que dificilmente retornam ou podem ser reaproveitados. Isso tudo e muito mais, é o que leva os adeptos do Zero Waste a optarem por opções 100% reutilizáveis como recipientes de vidro ou alumínio, evitando assim alimentar a indústria do plástico, que principalmente nas últimas décadas, tem sido altamente poluente e gerador de problemas de saúde.

Quem seguir? 

Um Ano Sem Lixo, Trash is for Tossers e Zero Waste Home, são ótimos lugares para começar a se envolver no movimento

Foto parte do editorial para a revista Living Slow, criada por mim

  • Slow Living

O Slow Living foi o movimento que começou tudo para mim. Através do Slow Fashion pude conhecer esse estilo de vida, inclusive já falei aqui nesse vídeo sobre como surgiu o movimento e porque ele existe. No geral, podemos dizer que a ideia do slow living é trazer costumes e rituais antigos que foram perdidos com a industrialização, cuja intenção é de manter uma alta rentabilidade. É trazer a importância de uma refeição feita em casa de maneira natural, de consumir localmente e conhecer as pessoas por trás do processo, é de colocar seus valores acima de praticidade e realmente repensar o modo rápido que estamos acostumados.

Segundo a OMS, quase 10% da população brasileira sofre de ansiedade e isso não poderia ser diferente em nosso tempo, se tudo é feito da maneira mais rápida e mecânica possível. O Slow Living vem em contrapartida de tudo isso, te fazendo recuperar e focar no presente.

Quem seguir?

O Living Slow, claro! Além daqui, tem o Review Slow Living o qual admiro muito e também indico os livros do Carl Honoré, que sempre fala sobre o poder de desacelerar o ritmo.

  • Minimalismo

Já expliquei nesse post aqui o minimalismo e a diferença dele como estilo de vida e movimento estético, mas brevemente falando, o movimento minimalista acredita em diminuir as nossas posses para que possamos focar em aproveitar a vida com atividades que nos tragam prazer, independente de qual seja. Alguns minimalistas conta a quantidade de itens que podem ter, outros não fazem isso. Acredito que a quantidade de coisas não é o que importa e sim se você está bem com elas, se elas são úteis, te trazem felicidade e não prejudicam o seu tempo no dia a dia. 

Somos bombardeados com informações de propaganda todos os dias indicando que precisamos da nova sensação, tendência ou seja lá o que for. Será que eu preciso disso? Quais itens que possuo realmente são úteis? Esses são questionamentos comuns para pessoas que estão no movimento ou pensam em aderir-lo. 

Quem seguir?

The Minimalists, Sou Minimalista e Rachel Aust possuem um ótimo conteúdo para quem quer entender mais do movimento.

Ainda há muitos movimentos que gostaria de esclarecer, mas irei deixar isso para uma outra oportunidade.
Gostaria também de lembrar que muito além de qualquer rótulo, o importante é que suas praticas estejam de acordo com seus valores. Alguns podem não te considerar isso ou aquilo, mas você está mudando por você ou pelas outras pessoas? É difícil se encontrar, descobrir o que te faz bem.

Aproveite o trajeto, ele é o mais importante.

Agora sabemos: A indústria têxtil é a sexta que mais polui no mundo

junho 13, 2017

Nunca existiu uma classificação exata do impacto causado no meio ambiente pelas empresas de moda. Muitos cometeram o erro (eu inclusa!) de apenas reproduzir o que todos diziam sobre a classificação da moda em termos de impacto ambiental, e o que se sabia, é que era a segunda indústria que mais poluía.

Tentando achar dados

Enquanto escrevia meu TCC, senti bastante dificuldade em achar dados e fatos que fossem comprovados por A+B. Mas porquê isso? Primeiro que não existem muitas pesquisas nem investimento nessa área aqui no Brasil e dependemos da boa vontade das traduções, caso contrário, o jeito é aprender inglês, coisa que infelizmente a maioria dos brasileiros não tem acesso. Enquanto pesquisava referências, muitas delas (digamos que 80%) foram em inglês, ainda assim, era comum me deparar com afirmações sem dados que pudessem trazer verificação aquilo.

Estamos falando de uma indústria que lucra muito em cima disso. O fato da maior parte da produção ser terceirizada e em países de terceiro mundo só dificulta ainda mais obter esses dados de forma precisa e transparente. Seria só uma coincidência?

A poluição

The Global Fashion Agenda em parceria com o Boston Consulting Group, lançaram o Pulse of the Fashion Industry (Pulso da indústria da moda), um relatório extremamente detalhado e confiável, feito com bastante pesquisa, sobre os números que a indústria da moda apresenta. No relatório é possível encontrar vários detalhes sobre o processo de fabricação de peças de roupa, desde a quantidade de água e químicos utilizados, até o nível das emissões de carbono, tudo isso de uma forma dinâmica e compreensiva. De acordo com o site EcoCult, a indústria têxtil se mostra em sexto lugar de consequência da poluição. Abaixo, a lista das indústrias mais poluentes: 

1º Eletricidade e Calor (24.9%)
2º Agricultura (13.8%)
3º Transporte Rodoviário (10.5%)
4º Produção de Gás e Óleo (6.4%)
5º Pecuária (5.4%)
6º Têxtil (5.4%)

Apesar de estar empatada com a indústria têxtil, a Pecuária acaba ficando na frente, pois o ranking considera como fator de desempate a indústria que mais produz energia e calor. Apesar desses números parecerem mais otimistas do que era pensado antes do relatório, o que também deve ser considerado é que para produzir uma peça de roupa são necessários itens provenientes das industrias que estão acima da indústria têxtil, o que consequentemente diminui não só a poluição desse setor mas de outros. Dois ótimos exemplos disso são o couro e o algodão, que são matérias-primas de peças e passam por processos químicos pesados, prejudicando a área para cultivo e/ou as pessoas que trabalham na região.

Os trabalhadores 

Além da questão ambiental, existe um outro elemento, talvez o mais importante, que é afetado pela indústria: As pessoas. De acordo com esse mesmo relatório, mais de 50% dos trabalhadores não são pagos com o mínimo do salário, em países como India e Filipinas. Existem dois valores que são levados em consideração quando falamos desses pagamentos: O salário mínimo e o salário de subsistência. Se mais de 50% desses trabalhadores não recebem o mínimo para sobreviver, imagina aqueles que recebem o mínimo para viver? São muito poucos.

Mudando a situação

Com o olhar positivo e a frente, os pesquisadores acreditam que mudar e pressionar as marcas pode fazer diferença não só na moda, mas também servir de exemplo para outras indústrias. Abigail Dillen, vice presidente da organização sem fins lucrativos Earthjustice, citou em uma entrevista: 

"A indústria da moda tem um excelente papel a desempenhar na conscientização sobre mudanças climáticas, bem como sendo líder em soluções que agora estão finalmente disponíveis".

Existem muitas marcas produzindo com material reciclado, algodão orgânico, mão de obra ética e se responsabilizando pelo descarte correto, mostrando mais uma vez que podemos mudar o futuro da moda. 

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