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Repensando a menstruação Parte II : Conheça as alternativas para utilizar no seu ciclo

maio 24, 2017

Continuando a série dividida em 2 partes sobre menstruação, se você não viu a primeira, aonde te dou os motivos para deixar de vez o absorvente descartável tradicional, clica aqui! Esse post vai ser para te dar opções e mostrar que mudar os habitos é muito mais fácil do que parece. Tenho certeza que depois de fazer a transição para outro método menos nocivo você vai se questionar de como não fez a troca antes. 😉

1. Absorventes de pano ou Bio-Absorventes


Esqueça os absorventes de pano que sua avó costumava usar, passando por uma atualização os produtos hoje em dia são muito mais práticos, bonitos e confortáveis. Eles funcionam igual um absorvente de abas externo descartável, só que lavável durando muito mais tempo, sem produzir lixo regularmente, sem plásticos, sem testes em animais, sem falar na economia ao longo prazo.
É possível achar de diversos produtores na internet e também tipos diferentes indicados para cada quantidade de fluxo ou dia do ciclo. 

Onde comprar: Korui e na Elo7 é possível achar vários produtores pequenos.

2. Coletor menstrual




O copinho é a opção mais famosa por aqueles que procuram alternativas ao absorvente convencional. Feito de silicone medicinal, o material se bem cuidado pode durar de 10 á 15 anos! Além da economia a longo prazo, ele poupa um número enorme de absorventes que seriam utilizados nesse período. Uso o coletor há mais de um ano e gosto bastante, existem atualmente de diversas cores, tamanhos, modelos e marcas, podendo ser até um pouco confuso para quem pensa em começar a utilizar-lo, porém atualmente já existe bastante informação sobre o assunto e com um pouco de paciência você vai descobrir que não é nada de outro mundo.

Onde comprar: Uso o da Me Luna, mas também existe de outras marcas recomendadas como Inciclo, Korui e Holy Cup. Para quem está na dúvida no modelo e tamanho, o canal Papo de copinho faz várias comparações entre os coletores e explica detalhadamente o assunto.


3. Calcinhas para menstruação


As calcinhas chegaram faz pouco tempo no mercado, mas já estão sendo bem repercutidas na internet. Criadas pela marca Thinx, feito de um tecido antibacteriano desenvolvido pela mesma, a calcinha absorve a menstruação sem a necessidade de utilizar nada mais para absorver o líquido. Visualmente elas parecem calcinhas normais, mas graças a essa tecnologia elas prometem absorver igual ou mais do que outros métodos utilizados na menstruação. Existem vários modelos no site da marca e de acordo com o seu fluxo eles indicam qual é o mais adequado.

Onde comprar: No site da marca Thinx, eles entregam no Brasil.

4. Absorvente biodegradável


Diferente do absorvente convencional descartável, os absorventes biodegradáveis não possuem plástico na composição, com uma composição natural que no ambiente correto é possível se decompor em um tempo curto. Pude testar recentemente o da marca Natracare, que além de serem produzidos sem nenhum plástico (a embalagem do mesmo é de papel), eles são feitos de algodão orgânico e não fazem testes em animais, além de não utilizar na composição substâncias tóxicas. Uma ótima opção para viagens ou em outras situações aonde não possa ser realizado a higienização de um absorvente reutilizável, por exemplo. Também uma opção para quem ainda está se acostumando com a ideia dos métodos reutilizáveis, mas não indico como opção principal já que continua sendo descartável e produz lixo.

Onde comprar: No site da Natracare é possível ver os pontos de venda e loja on-line.

5. Esponjas menstruais


Descobri sobre as esponjas enquanto pesquisava para fazer esse post e achei bem inventivas, feitas de esponjas do mar, elas são biodegradáveis, antibactericidas e reutilizáveis, variando seu tempo de vida de acordo com o fabricante. Por enquanto é uma novidade no Brasil, pois não vi muitas opções nem artigos sobre o assunto, também há um pouco de controversa sobre utilizar as esponjas como absorventes, mas para uma população que sempre usou absorventes cancerígenos...Acho duvidoso e talvez um certo preconceito com o produto.

Onde comprar: No exterior há marcas conhecidas como a Poseidon Sponge, Natural Intimacy e a The Sea Sponge Company. Vi revendendo aqui no Brasil as esponjas da Jade & Pearl.


Repensando a menstruação Parte I : 4 motivos que vão te fazer abandonar o absorvente convencional

maio 16, 2017
Imagem: Telegraph
Popularizado na década de 50 no Brasil, o absorvente descartável que antes era pouco mencionado passou a ser visto como mercado e assim associado a modernização. Hoje em dia existem diversas marcas, tipos, cores, estilos e funcionalidades para isso: Sem abas, noturno, protetor diário...Todos com cheirinhos refrescantes, embalagens rosas e sangues azuis em suas propagandas. Além de sermos ensinadas que isso deve sim ser visto como algo a ser escondido, as empresas que estão produzindo os tradicionais absorventes descartáveis tem muito mais motivos pelo quais deveríamos evitar-los. Segue abaixo 5 motivos que vão te fazer abandonar de vez o absorvente convencional e optar pelas opções alternativas, que serão mencionadas no próximo post. 

1 - A produção de lixo

Quantos absorventes por ciclo você usa? Em torno de 10 ou 12? Não parece muito, mas se pensarmos que quase metade da população menstrua e passamos mais de 30 anos fazendo isso, os números são preocupantes. De acordo com o blog da Korui, marca de absorventes reutilizáveis, uma única pessoa em sua vida irá produzir 150 kg de lixo com esses absorventes descartáveis:

"Uma única pessoa, que tem em média 450 ciclos menstruais durante a vida, usa cerca de 10.000 absorventes e gera 150kg de lixo. Se considerarmos que, apenas no Brasil, existem hoje mais de 62 milhões de pessoas em idade menstrual, chegamos ao número alarmante de mais de 12.000 toneladas de absorventes jogados fora todo mês."

Esse lixo não é reciclável e vai parar em aterros sanitários, os absorventes não são biodegradáveis e demoram cerca de 100 anos para se decompor. Além disso, por ser feito de materiais prejudiciais ao meio ambiente, ele tem a capacidade de poluir o solo e rios nesse processo. 


2 - Os testes em animais

A maioria das empresas que produzem absorventes descartáveis pertencem a empresas maiores, que por sua vez fazem testes em animais. Testes estes já comprovados que não são eficazes e já existem novas alternativas mais eficientes e sem utilização dos animais para isso. Animais não vieram ao mundo para que possamos fazer testes neles, são sim seres de luz que devem ter o direito de serem animais e não viverem em um laboratório, sofrendo e agonizando de dor. 



3 - As toxinas que vão para o nosso corpo

Já sabemos que plástico faz mal e emite substâncias, algumas delas sendo até cancerígenas. Então porque colocar na região mais íntima? O algodão, também presente no absorvente descartável passa por um processo de branqueamento, com um coquetel de produtos químicos para atingir aquela cor. Substâncias como cloro, BPA, polipropileno e propileno-glicol, entre outras substâncias que já foram associadas e comprovadas estarem relacionadas a variações hormonais, câncer, infertilidade, entre outros problemas. 

O produto também afeta o pH vaginal e não permite a respiração na área, causando infecções, corrimentos, alergias e queimaduras...

4 - As pessoas envolvidas nisso

Um fator menos comum quando pensamos em fazer a troca para absorventes reutilizáveis, é falar das pessoas que estão envolvidas nesse processo. Se o produto final, que já causa muito mal a pessoa que o utiliza, imagina aqueles que trabalham para a realização do processo? Por mais que haja vestimentas e acessórios de segurança, trabalhar com produtos altamente tóxicos há um retorno na saúde. Além disso, há também as pessoas envolvidas no descarte do produto, como em aterros, que muitas vezes não tem acesso a proteção para estar manipulando essas substâncias, até por não entendemos completamente como elas funcionam em seu processo de decompor, por exemplo. 

Já ouvi que os absorventes reutilizáveis não são práticos e econômicos, mas isso é um grande mito! Na parte II do post irei falar sobre as alternativas que temos no mercado para não consumir esses absorventes tradicionais descartáveis e qual é o ponto positivo e negativo de cada um. Sobre os valores, esse post da Korui mostra com números a diferença no bolso nessa troca. Consegui te convencer a não utilizar mais o absorvente tradicional? Comenta aqui no post!

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O que mudou em minha vida depois do minimalismo

abril 28, 2017

Um dos assuntos que mais interessam os leitores e vez ou outra alguém me pede para falar sobre, é o minimalismo. Movimento em ascensão, muitas pessoas estão procurando esse estilo de vida por diversos motivos, seja para simplificar, ter maior liberdade em viajar, poupar dinheiro, etc. Já expliquei nesse post o que é o minimalismo e recomendo começar por ele caso você ainda não esteja familiarizada com o assunto.

Nos últimos 2 anos, muita coisa mudou na minha vida. Minha forma de consumo, de ver o mundo, como me alimento e os interesses pessoais que tenho. O minimalismo chegou sem nome, apenas porque tinha interesse em simplificar minha rotina e estava um tanto que cansada de perder tempo com coisas que não me eram importantes, hoje vejo que muita coisa positiva aconteceu. Por isso, fiz essa lista bastante atraente para quem esteja pensando em adquirir o minimalismo.


As limpezas se tornaram gratificantes e rápidas

Ter menos coisas nos faz automaticamente ter menos para limpar. O que antes era uma tarefa cansativa e que não era possível realizar sozinha em poucas horas, hoje consigo fazer-la mais rapidamente e com maior eficácia. 

Chego o final do mês sem preocupações com dinheiro

Esse é um ponto bem forte para várias pessoas que resolvem ser minimalistas. Ao consumir menos, consequentemente se gasta menos. Minimalistas só compram quando é necessário e consumem de maneira consciente, o que é refletido no saldo bancário. Dessa maneira, muitos conseguem realizar objetivos mais caros que não são possíveis sem um planejamento financeiro.

Menos ansiedade no dia a dia

Sofro de ansiedade há muitos anos e apesar de não estar "curada", o minimalismo sem dúvidas ajudou muito a melhorar esse aspecto em minha vida. Quando preciso de algum item acho com facilidade, a casa sempre está organizada, o que cria uma energia positiva no ambiente. Lugares com muitos itens e informações facilmente podem ser tornar um lugar de estresse para quem convive nele.

Mais tempo livre para dedicar ao que gosto

Quantas horas você já gastou em sua vida, andando por lojas ou shoppings sem ter um objetivo certo?E na internet, olhando e-commerce, enchendo o carrinho de itens sem ao menos ter a certeza que precisa deles ou tem dinheiro para pagar-los? Eu costumava gastar bastante do meu tempo com isso e além do dinheiro gasto com coisas que não precisava, meu tempo estava sendo gasto nisso também. Agora consigo me dedicar ao que gosto como passar mais tempo com meu marido e cachorro, ver vídeos, cozinhar, entre outras atividades.

Gratidão todos os dias

Sou satisfeita com o que tenho. Não sigo mais tendências, pessoas, novidades, sejam elas quais for. Se compro algo, penso o quanto aquilo irá me acrescentar. No auge no capitalismo, somos bombardeados o tempo todo com novas informações e produtos, é muito fácil cair nessa roleta de estar sempre precisando do mais atual e mais novo. Sendo assim, as pessoas nunca estão felizes e gratas com o que tem no agora. O minimalismo me ensinou e focar em meu presente, no que tenho e ser grata todos os dias por isso.

Entender que a felicidade não está em nenhum objeto

Ter o carro dos seus sonhos, a bolsa do momento ou qualquer outro objeto não irá te trazer felicidade. A felicidade é um estado mental que depende de nós, pois o que está ao nosso redor seja elas pessoas, ou situações, não estão sob nosso controle. Temos controle apenas de nós mesmos.

Outros posts no blog sobre minimalismo:


Quem fez suas roupas? Está chegando o Fashion Revolution Week

abril 20, 2017

Já ouviu falar sobre o Fashion Revolution? O movimento que começou no Reino Unido, pretende fazer o mundo inteiro (são mais de 90 países participando!) questionar sobre o modo de produção têxtil. Incentivando as pessoas a postarem em suas redes sociais, com as hashtags #quemfezminhasroupas e #fashionrevolution, o evento desse ano promete ser o maior, com eventos, palestras e oficinas.

Como começou?


A data escolhida pelo movimento é consequência da maior tragédia da indústria têxtil até hoje, chamada de Rana Plaza devido a nome do prédio localizado em Dhaka, Bangladesh. Morreram 1.134 trabalhadores, além dos 2.500 que ficaram feridos. O lugar aonde aconteceu, já havia sido alertado que estava em situação de risco e poderia desabar, mesmo assim foi ordenado aos trabalhadores que continuassem no local. 
Vivendo em situação de risco, ganhando muito pouco e trabalhando muitas horas a fio, infelizmente essa continua sendo a realidade de muitos. Será que questionamos isso ao comprar? Afinal, você sabe quem fez suas roupas? Com o objetivo de aumentar a conscientização das pessoas sobre a produção de suas roupas, o Fashion Revolution está convidando todos a questionarem sobre seu consumo e exigindo uma mudança com maior transparência do mercado têxtil.

Fazendo a diferença

Afinal, nós como consumidores não merecemos saber em quais condições aquela peça foi feita? Esse não deveria ser o nosso direito? O mundo está se readaptando ao ver os danos que causamos em várias áreas, procurando novas formas de consumir, a moda com uma grande parcela de culpa nessa questão, não só ética como também ambiental, deveria se modificar. Já não é hora?
Antes mesmo de assistir o documentário The True Cost, pude ler quando estudante de moda sobre o acontecimento do Rana Plaza. Quem teria coração para fazer aquilo? Eu pensava que como indivíduo não podia fazer muita coisa, pois o sistema funcionava assim e não havia ninguém mais fazendo diferença. Nossa, como estava errada. A cada dia que passa tenho o prazer de encontrar e conhecer produtores e criadores honestos, preocupados com seu produto. 

Fashion Revolution Week 

Por isso peço que na próxima semana, entre os dias 24 a 30 de abril, você questione, participe, poste em redes sociais e escolha uma maneira de fazermos a diferença. O Fashion Revolution Brasil está organizando diversas atividades, titulada de Fashion Revolution Week! Procure aqui quais eventos que irão ter em sua cidade.

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Consumindo de maneira sustentável? Algumas dicas para quem está começando

abril 13, 2017

Com tantas marcas e opções mais amigas do meio ambiente, pode se tornar um tanto que tentador trocar o guarda-roupa inteiro ou até mesmo a casa, afim de apoiar essas empresas. É compreensível que agora, depois de se tornar mais consciente sobre a indústria convencional você queira mudar todos os seus produtos e ter apenas poucos, bons produtos vindos de marcas que também estão na mesma linha de pensamento que você. 

Mas antes de pensar que ser sustentável é algo muito caro, distante e trabalhoso devido toda essa mudança dos seus produtos, preciso te avisar que ser mais sustentável não existem regras, não somos um grupo com pessoas diferenciadas e você não tem que comprar absolutamente nada, nem desapegar de nada que não queira.
Com isso em mente, é importante lembrarmos que a primeira etapa desse processo para ter uma vida mais simples e satisfatória vem ao usar o que já possui

Eu não deixei de usar as roupas que comprei há 2 ou 3 anos atrás em marcas de fast fashion porque simplesmente não faz sentido fazer isso. O nosso poder de decisão está no momento em que decidimos adquirir em loja, que escolhemos consumir aquilo e em troca, oferecemos o valor cobrado. Nesse momento, a loja vende e há o lucro em cima do produto. Mas e depois? O depois não interessa muito nesse sistema, por isso que seus produtos são feitos apenas para venderem e não produtos que são feitos para serem usados várias e várias vezes. 

A consequência disso, infelizmente, são milhares de produtos sem destino que vão parar no melhor caso em centros de doação ou acabam indo para o aterro sanitário mesmo. O que muita gente não sabe, é o tempo para esses produtos se decompor ou "desaparecer" de verdade, uma camiseta de poliéster por exemplo, pode facilmente demorar 400 anos até se decompor.
Por isso, aconselho e tento consumir quando preciso, de produtos já usados e que não estão mais servindo ao dono antigo. É uma segunda vida a esse objeto, podemos assim por dizer. Além de lugares como bazar, brechó, hoje em dia é possível procurar grupos e sites como Enjoei, que fazem o processo de busca ser bem menos trabalhoso e mais acessível.

Claro que nem sempre iremos encontrar o item necessário, nesse momento te aconselho a procurar uma marca que está realizando um trabalho legal, honesto e consciente. No começo pode parecer um pouco difícil e até mesmo confuso consumir dessa maneira, mas te garanto que não há nada mais sustentável do que consumir consciente.


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6 dicas para evitar o consumismo durante a viagem

abril 06, 2017

Há um tempo trás, uma leitora me pediu para que eu falasse mais sobre como faço para viajar e não ceder ao consumismo. Demorei para fazer esse post, pois nem eu mesma sabia como me controlar enquanto viajo, sem dúvidas foi o momento mais difícil de toda minha transição.

A urgência em que sentimos de estar num lugar completamente novo, com novas opções, novos estilos e ainda a vontade de levar esse sentimento bom da viagem conosco, faz com que muitas vezes o saldo final seja muito negativo. Voltamos com bagagens abarrotadas de produtos desnecessários, contas a pagar, tornando a volta um grande estresse para o viajante.
Principalmente quando falamos de lugares com mais opções, preços mais em conta ou até mesmo países aonde encontramos novidades muito diferentes do que estamos acostumados a ver no Brasil. 

Separei algumas dicas que utilizo e pode ajudar você na sua próxima viagem, a realizar ela de uma maneira mais calma, sem preocupações.

  • Respire, pense

Muitas vezes a viagem é com uma programação tão apertada que todas as compras são feitas de maneira apressada, sem nenhum questionamento. Antes de adquirir algo, tenha calma e pergunte a si mesmo:
  1. Eu preciso disso?
  2. Esse item irá me acrescentar algum benefício?
  3. Já tenho algo parecido que pode ter o mesmo propósito?
  4. Porque sinto vontade de comprar esse produto?
  5. Não levar-lo agora irá me prejudicar de alguma forma?
Tenho certeza que depois de se perguntar e ser honesto consigo mesmo sobre os motivos que te levam a querer comprar, você não sentirá arrependimentos e nem gastará a toa.

  • Dê preferência para dinheiro físico
Cartão de crédito além da taxa do IOF, cria uma falsa sensação de liberdade. Você não vê o quanto de dinheiro já foi gasto e por isso continua comprando, sem pensar nas consequências. Leve dinheiro físico, faça um planejamento do quanto irá gastar com o necessário e use o cartão apenas para emergências. Se voltar com dinheiro sobrando, melhor ainda.

  • Converta sempre
Sabe aquele ditado "quem converte não se diverte"? Esqueça ele! Quando você voltar para o Brasil, ainda terá contas para pagar e sua vida continuará te esperando. Agora com vários produtos que não eram necessários e podem até mesmo atrasar outra viagem, pois continua pagando aquela que já aconteceu. Hoje em dia existem aplicativos de graça que ajudam nessa conversão, para facilitar ainda mais.

  • Você não precisa se afirmar para ninguém

Muitos brasileiros tem o costume de viajar para o exterior, principalmente os EUA, com o maior propósito de adquirir itens e "ostentar" de alguma forma, seja mostrando para familiares e amigos o que compraram quando voltam de viagem ou até mesmo trazendo lembranças e presentes para todos.
Antes de ir por esse caminho, é importante lembrar que viajar é uma experiência para te acrescentar psicologicamente! Não gaste esse tempo tão precioso e único se reafirmando para sociedade. Você não precisa ter nada para provar sua personalidade, apenas ser você mesmo. 
Gaste o tempo de sua viagem com experiências que vão te fazer bem e te trazer memórias inesquecíveis, ninguém precisa de sacolas de compra para mostrar que se divertiu durante a viagem.

  • Não vá em outlets e shoppings

A menos que você tenha em mente um item específico e realmente o preço está valendo a pena,  ir nesses lugares vai ser tentador. O lugar por si só é totalmente pensado para que você compre, o que pode ocasionar em "recaídas". Em vez de ir em um desses locais, aproveite seu tempo para conhecer a cidade, fazer passeios e conhecer a gastronomia local, te garanto que vai ser mais proveitoso.

  • Faça uma lista e se mantenha a ela

Vai pra algum lugar aonde tem acesso a produtos que normalmente você não tem ou aonde é muito mais barato? Faça uma lista antes da viagem, anote os preços e some, pergunte a si mesmo se precisa de todos os itens listados, que falta não ter-los fará em sua vida. Depois de ter completa certeza da necessidade de cada item, consuma de consciência livre e com planejamento.

As empresas estão te enganando? Saiba o que é Greenwashing

março 27, 2017

A palavra sustentabilidade aparece em todos os sites de multinacionais, já notaram? Por mais que a empresa não seja de fato sustentável (nesse post aqui te explico melhor sobre o que é sustentabilidade), elas fazem questão de dizer que há algo sendo feito, mesmo que não esteja.

Quantas vezes você não já viu, uma embalagem que remete a natureza ou logos que fazem associação com o natural? Hoje em dia, esse assunto se tornou de extrema importância e com isso a publicidade viu uma oportunidade de diferenciação para vender. Sim, vender. Sentiu a ironia? O consumismo do mundo contemporâneo que fez chegarmos nesse estado de preocupação com a natureza parece ser o mesmo que irá nos tirar dessa situação. Só que não.



Nem sempre o que a empresa diz estar fazendo é verdade, pois não há uma regulamentação rígida nesse discurso. O que faz muitas delas utilizarem dessa brecha para vender e até se sentirem na capacidade de cobrar um valor mais alto do que o produto convencional. Basta uma procurada rápida na internet que sabemos quais tipos de marca faz esse tipo de prática, chamada em inglês de greenwashing (ou em português, lavagem verde), marcas como Natura, L'Occitane, Caudalie e Aveeno são ótimos exemplos no mundo da beleza. 

Greenwashing é então a prática utilizada para promover uma imagem ecológica, utilizando de termos relacionados a isso, ele pode ser visto em um produto específico, numa marca ou até mesmo em uma empresa. São dos mais diversos produtos que utilizam da prática, fazendo o consumidor se sentir uma pessoa melhor, até mesmo com a consciência limpa por fazer aquela escolha.



Produtos de limpeza, construção, papelaria, vestimenta, até mesmo produtos para o seu cachorro são rotulados como natural/sustentável/biodegradável e outros nomes que fazem associação a um consumo melhor. O que ninguém fala, é que além disso não ser muitas vezes coerente com a prática da empresa, ele causa uma zona de conforto ao consumidor, que continua comprando da mesma maneira e achando que pelo produto se dizer ecológico, algo já foi feito para melhorar nosso mundo.

Precisamos acima de tudo repensar nosso consumo e nos questionar sobre o que consumimos. Claro que ter um governo e leis mais rígidas ajudaria e muito, mas enquanto isso não chega precisamos fazer nosso papel para se conscientizar sobre quais empresas apoiamos. Muitas vezes a melhor opção é comprar de um pequeno produtor, numa feira local ou até mesmo fazer em casa. 
É importante também procurar por informações mais claras, por certificações que comprovem o que está sendo dito e ler os rótulos para entender a composição de um produto alimentício, por exemplo.

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