Sobre o Slow Fashion e tudo que ele representa

abril 13, 2016

O slow fashion foi citado pela primeira vez pela consultora e professora de design sustentável, Kate Fletcher. Da mesma forma que surgiu o conceito do slow food, termo utilizado para incentivar a cozinhar, comer menos processados, indo contra tudo que o fast food representa, Kate percebeu a semelhança do movimento com o que estava acontecendo no mercado de moda, até pela rapidez que as peças estavam sendo compradas e descartadas, dessa forma ela chegou a conclusão que o slow fashion, movimento que já acontecia porém não havia um nome definitivo, representaria segmentos de valores contrários ao fast fashion.

Agora vamos entender o que levou a precisarmos do slow fashion: O fast fashion.
Este que causou nas últimas décadas uma mudança de comportamento de consumo absurda em vários países. Por causa do fast fashion, tivemos nas últimas décadas um crescimento de 500% no consumo de roupas apenas nos EUA. É como se alguém que antes comprasse 4 peças de roupa por ano, passasse a comprar 20 e isso pesa não só na maneira como as roupas são feitas mas também no meio ambiente.



O slow fashion promove que exista um questionamento ao comprar uma peça, se preocupando com as pessoas envolvidas nas etapas para se fazer aquela peça, até o consumidor que diferente do que é observado no fast fashion, ele será mais consciente não só sobre a produção mas também comprará para realmente usar.

Para uma marca se considerar slow fashion, ela precisa não só se identificar com esses valores, mas também incorporar eles em sua empresa. Procurar meios de ter uma matéria-prima vinda de uma mão de obra honesta, conhecer seu produto e oferecer durabilidade para que possa ser usado até sua vida útil, além de promover uma produção humanizada com peças atemporais e incentivar um consumo consciente.

Mas atenção, por conta da popularização do tema, muitas marcas estão se aproveitando disso para enganar o consumidor. Infelizmente não temos uma transparência na produção aqui no Brasil, o que dificulta muito as coisas. Não existe uma certificação ativa no nosso país que verifica as marcas para se considerar slow fashion, tornando o processo de pesquisa para o consumidor mais difícil.

Mais sobre:
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