Ter apenas 150 itens? O que essa prática pode nos ensinar

julho 29, 2016

O minimalismo, como falei nesse texto, não é feito de regras e normas. Se trata de um conceito para ser adaptado a cada um individualmente para que possamos nos focar na parte da vida que realmente importa e não em objetos. 

Mesmo com isso em mente, acho interessante ver como cada um adapta isso a sua vida, e sempre fico impressionada com as pessoas que levam a ideia ao seu nível máximo. Com isso, foi surgindo no Japão, (país onde sua cultura é muito ligada ao zen budismo que prega viver de forma simples e em harmonia) uma onda de japoneses que adaptaram suas vidas para um minimalismo mais "extremo", formado por pessoas que sabem exatamente quantos itens possui, variando o número mas sempre sendo bem baixo. Já pensou viver apenas com 150 itens? Contando tudo que possui, desde cozinha até o guarda roupa?


Ver esse movimento me fez pensar muito sobre o que é ser minimalista e se ter tão pouco me faria crescer mais espiritualmente, assim como quando descobri o minimalismo e percebi o quanto de poder somos capazes de dar aos objetos. Não sei se vou chegar em um ponto de possuir uma quantidade de itens mínima que seja capaz de contar exatamente o que tenho, mas esse movimento só nos prova que para viver bem precisamos de muito pouco, nos fazendo refletir sobre o que é de fato necessário na vida.

Ir atrás de itens multiuso, possuir apenas coisas que são de uso contínuo, acredito que seja princípios para quem adere a esse estilo de vida. Aderir ao minimalismo vai de contra a muitos conceitos que são ensinados em nossa sociedade, vendo isso principalmente como mulher, percebo que tive muita influência (e ainda tenho) da mídia e pessoas, para adquirir itens supostamente necessários mas que na verdade são supérfluos, sempre passando o ensinamento que precisamos de muitas coisas e fartura se faz necessária para uma vida bem vista. Mas te pergunto: No final do dia esse amontoado de  coisas, realmente importa? Ou dificulta, acumulando não só o espaço físico do ambiente mas também os pensamentos? 

A realidade é que saber o que tem e ter apenas o que precisamos é um grito de liberdade, de não precisar se preocupar com cuidados, limpezas, armazenamentos com coisas que muitas vezes esquecemos da existência. Trazer o minimalismo para a casa e para vida, seja de qual maneira for, pode ser justamente o começo para uma vida completamente diferente, mais leve e livre, com tempo para dedicar as pessoas que você realmente ama e a fazer o que realmente te trás prazer. Admiro muito os japoneses que estão nos mostrando o quão pouco precisamos ter para uma vida plena.

Mais sobre:
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2 comentários on "Ter apenas 150 itens? O que essa prática pode nos ensinar"
  1. Uau! Para mim é um desafio e um alvo muito bonito: reduzir até os movimentos para causar menos barulho. Vivendo em SP,lugar cheio de ruídos, a gente se acostuma com os sons agressivos. Tento mudar e por hora, leio, estudo esses conceitos: minimalismo, simplicidade voluntária. Um vislumbre de mudança...quem sabe?

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    1. Daniela, nunca tinha pensado por esse lado! Adorei sua perspetiva, te desejo muito sucesso nessa mudança :)

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