Slow Living? Minimalismo? Zero Waste? Entenda o que significa esses termos

junho 20, 2017
Já notaram como cada vez mais ouvimos falar sobre diversos movimentos? Zero Waste, Minimalismo, Slow Living... Sei que pode ser confuso saber exatamente do que cada um se trata e a ligação entre eles, então resolvi fazer um post falando sobre cada movimento para te ajudar a entender e ver com qual deles você mais se identifica. Espero que goste!

O que é:

Foto: Paris To Go
Foto: Paris To Go

  • Zero Waste

O movimento zero waste (sem desperdício) surge como uma solução para diminuir e se tornar mais consciente em relação à quantidade de lixo que produzimos. Estima-se que metade do lixo produzido no Brasil é destinado aos aterros sanitários. Com o brasileiro tendo maior acesso a compras e a "facilidade" dos descartáveis, infelizmente a tendência desse número é sempre aumentar, mesmo com o incentivo à reciclagem. 

Apesar da reciclagem ser uma iniciativa necessária e muito positiva, a maioria das pessoas ainda possui um conhecimento muito superficial desse processo. Um ótimo exemplo disso e que muitos nem ao mesmo sabem, é que em casos onde uma embalagem plástica ou de papel tiverem a mistura de dois tipos de substâncias coladas ou estiverem suja com gordura, elas deixam de ser aptas ao processo. O copo do Starbucks de papel por exemplo, é praticamente impossível de ser reciclado,  e isso acontece pois nele há uma fina película plástica para isolar a bebida.

Talheres descartáveis, guardanapos e canudos, são alguns outros exemplos de itens que dificilmente retornam ou podem ser reaproveitados. Isso tudo e muito mais, é o que leva os adeptos do Zero Waste a optarem por opções 100% reutilizáveis como recipientes de vidro ou alumínio, evitando assim alimentar a indústria do plástico, que principalmente nas últimas décadas, tem sido altamente poluente e gerador de problemas de saúde.

Quem seguir? 

Um Ano Sem Lixo, Trash is for Tossers e Zero Waste Home, são ótimos lugares para começar a se envolver no movimento

Foto parte do editorial para a revista Living Slow, criada por mim

  • Slow Living

O Slow Living foi o movimento que começou tudo para mim. Através do Slow Fashion pude conhecer esse estilo de vida, inclusive já falei aqui nesse vídeo sobre como surgiu o movimento e porque ele existe. No geral, podemos dizer que a ideia do slow living é trazer costumes e rituais antigos que foram perdidos com a industrialização, cuja intenção é de manter uma alta rentabilidade. É trazer a importância de uma refeição feita em casa de maneira natural, de consumir localmente e conhecer as pessoas por trás do processo, é de colocar seus valores acima de praticidade e realmente repensar o modo rápido que estamos acostumados.

Segundo a OMS, quase 10% da população brasileira sofre de ansiedade e isso não poderia ser diferente em nosso tempo, se tudo é feito da maneira mais rápida e mecânica possível. O Slow Living vem em contrapartida de tudo isso, te fazendo recuperar e focar no presente.

Quem seguir?

O Living Slow, claro! Além daqui, tem o Review Slow Living o qual admiro muito e também indico os livros do Carl Honoré, que sempre fala sobre o poder de desacelerar o ritmo.

  • Minimalismo

Já expliquei nesse post aqui o minimalismo e a diferença dele como estilo de vida e movimento estético, mas brevemente falando, o movimento minimalista acredita em diminuir as nossas posses para que possamos focar em aproveitar a vida com atividades que nos tragam prazer, independente de qual seja. Alguns minimalistas conta a quantidade de itens que podem ter, outros não fazem isso. Acredito que a quantidade de coisas não é o que importa e sim se você está bem com elas, se elas são úteis, te trazem felicidade e não prejudicam o seu tempo no dia a dia. 

Somos bombardeados com informações de propaganda todos os dias indicando que precisamos da nova sensação, tendência ou seja lá o que for. Será que eu preciso disso? Quais itens que possuo realmente são úteis? Esses são questionamentos comuns para pessoas que estão no movimento ou pensam em aderir-lo. 

Quem seguir?

The Minimalists, Sou Minimalista e Rachel Aust possuem um ótimo conteúdo para quem quer entender mais do movimento.

Ainda há muitos movimentos que gostaria de esclarecer, mas irei deixar isso para uma outra oportunidade.
Gostaria também de lembrar que muito além de qualquer rótulo, o importante é que suas praticas estejam de acordo com seus valores. Alguns podem não te considerar isso ou aquilo, mas você está mudando por você ou pelas outras pessoas? É difícil se encontrar, descobrir o que te faz bem.

Aproveite o trajeto, ele é o mais importante.
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