Segunda-feira sem carne? Como esse movimento pode nos ajudar.

agosto 01, 2017

É capaz que você já tenha visto ou até mesmo postado em redes sociais algum prato vegetariano com a hashtag #segundasemcarne. Mas afinal, o que é esse movimento e como ele surgiu? Será mesmo que uma simples postagem pode fazer diferença? Pensando nisso, decidi pesquisar sobre o assunto.

Como surgiu

O movimento foi fundado nos EUA em 2003 pelo profissional de marketing Sid Lerner. A ideia no entanto, foi extraída de um conceito muito utilizado em épocas de guerra, durante a primeira guerra mundial por exemplo. O presidente americano Woodrow Wilson, proclamou todas as terças sendo sem carne, além de um dia a mais para ser escolhido a não comer carne. Porém, naquela época os motivos para o movimento eram outros, principalmente por ser uma época de racionamento e falta de alimentos para muitos.

Meatless Monday como foi criado, é lançado no Brasil em 2009 recebendo a tradução literal de Segunda Sem Carne, com o apoio da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) e com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA). Além de conscientizar mais sobre o consumo de animais, o movimento aborda e reforça a questão ambiental que independente de ser vegetariano ou não, deveria ser uma preocupação mundial.

Porquê Segunda-feira?

Segunda-feira, para a maioria das pessoas, é o começo da semana de trabalho. Novos objetivos e rotinas tendem a ser traçados ao começar uma semana, mês ou até mesmo ano. Afinal quem nunca disse que segunda-feira começaria algo de diferente que gostaria de mudar? Com isso em mente, se estabeleceu segunda como um dia sem carne. 

Agindo globalmente

Presente em 44 países e com o número sempre crescendo, essa atitude que parece ser simbólica pode mudar de verdade costumes alimentícios em nosso mundo. Aqui você consegue acessar o segunda sem carne de cada país.

Pelas Pessoas. Pelos Animais. Pelo Planeta

Com o logo acima, o movimento defende esses 3 pilares para causar maior conscientização nas pessoas. No site do Segunda Sem Carne, é possível obter mais detalhes sobre o assunto. Segundo a organização, seguem os motivos de cada um desses pilares:

Pelas pessoas: "(...) O fato é que a população brasileira come mais carne do que deveria e isso tem impacto negativo sobre a saúde e sobre o meio ambiente. A iniciativa de não consumir nenhum tipo de carne, substituindo-a por alimentos de origem vegetal (feijões, cereais, frutas, verduras e legumes) por pelo menos um dia da semana é uma iniciativa que pode auxiliar positivamente a sua saúde." Para ler completo clique aqui.

Pelo planeta: "Para produzir carne para a população mundial, é preciso criar bilhões de animais que consomem água, comida e recursos energéticos, demandam espaço, produzem grande quantidade de excrementos, contaminam os mananciais, causam erosão e geram poluição atmosférica. A criação de animais para abate é uma forma ineficiente de produzir alimentos: para cada quilo de proteína animal são necessários de 3 a 15 kg de proteína vegetal (milho, soja e outros)."

Pelos animais: "Atualmente, são mortos cerca de 70 bilhões de animais terrestres por ano no mundo, com a justificativa de que precisamos nos alimentar. No entanto, o reino vegetal é plenamente capaz de encher nossos pratos. Uma alimentação sem ingredientes de origem animal é ética, saudável e sustentável. Assim como nós, os demais animais querem ser livres e ter uma vida normal junto a membros da sua espécie. Desde milênios o homem vem explorando e subjugando os animais. Considerados inferiores, são transformados em mercadoria. Impedi-los de desenvolver uma vida plena não é justo, já que possuímos outras alternativas saudáveis e menos impactantes para nos alimentar."

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